terça-feira, 9 de junho de 2009

Festa do Tremoço


Aí há uns tempos disse que só conseguiria fazer todas as cadeiras a tempo se as fizesse como quem come tremoços!
Parece que amanhã, dia 10 de Junho, é dia da Festa do Tremoço...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Pôr-do-sol

A este sol atámo-lo um fio e, na ponta, prendemos um beijo! Ele há-de passar por Portugal portanto, antes que se ponha, assegurem-se que desatam o nó e o guardam bem juntinho ao coração...


video

domingo, 3 de maio de 2009

Dzień Matki



A todas as mães que hoje não podem estar connosco, um beijinho muito especial e um Feliz Dia da Mãe!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Ready, set, GO!

Está oficialmente aberta a maratona dos exames em Wroclaw. Eu comecei logo com o pé esquerdo a Neurologia, mas já resolvi o problema, mesmo antes de ter voltado a Portugal. Resta-nos agora fazer em dois meses (50 dias para mim) cerca de doze cadeiras: History, Exotics, Parasitology, Milk Processing, Food Processing, Reproduction, Surgery, Ortopedics, Infectious Diseases and Epizootology, Internal Diseases, Parasitic Diseases e Meat Hygiene.
Depois de todas estas cadeiras feitas já podemos ir todos felizes para casa... portanto a palavra de ordem agora é "estudar!"

quinta-feira, 30 de abril de 2009

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Regresso a casa - Parte menos um

Todos nós fomos a Portugal para estar com a família, com os amigos e com portugueses!

Foi tão bom aterrar num aeroporto que vejo quase todos os dias.
Foi tão bom pisar o chão e ouvir baixinho "olá, benvindo a Portugal"
Foi tão bom respirar fundo e sentir o ar de volta nos pulmões.
Foi tão bom quando ouvi o primeiro "fuoda-se!"
Foi tão bom chegar a algum lado e ver uma televisão a transmitir um canal português.
Foi tão bom estar com os meus pais e família que, só por isso, já valeu a pena toda a viagem.
Foi tão bom estar com todos os amigos que, só por isso, já valeu a pena não estar com os familiares.
Foi tão bom ouvir português em palavras soltas.
Foi tão bom comer indiscutivelmente a melhor comida do mundo!
Foi tão bom deitar-me na minha cama e ainda sobrar espaço.
Foi tão bom sentir o cheiro de Portugal. Quem me dera ter um frasquinho para o poder levar para todo o lado.
Foi tão bom poder ver tantos sorrisos só por nos verem.
Foi tão bom saber as novidades de toda a gente.
Foi tão bom poder gostar de cada momento sem ter de me esforçar minimamente.
E finalmente foi tão bom quando me disseram mais do que uma vez: "já falta pouco para cá voltarem em definitivo!"

Por muito que viajemos, por muito que possamos gostar de outros sítios, de outras pessoas e de outras culturas, por muito que nos integremos em sociedades diferentes, nada é comparável ao nosso país, aos nossos amigos de sempre e a todos os que connosco levam no BI, o mesmo último nome.

Viva Portugal e a uma contagem decrescente que se faz agora a velocidade cruzeiro!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Śląsk Wrocław 1 vs 1 Górnik Zabrze


Wrocław tem coisas lindíssimas! A equipa de futebol local não é uma delas. No entanto, o espectáculo fora das quarto linhas põe as claques portuguesas num bolso... e eu já estive no meio da claque do Benfica por diversas vezes, da do Sporting e até da do Porto (coisa que me arrependo imenso). Os fãs do Śląsk Wrocław não têm rouquidão, foi esta a conclusão que cheguei ontem à noite, numa partida de futebol em que jogaram muito mal e até levaram um "banho de bola" do último classificado! Mas, apesar disso, todo o estádio gritava pelos jogadores e até a claque adversária (que eu conseguia ouvir do outro lado do estádio) puxava pela equipa que esteve a vencer até aos 81 minutos, mais ou menos. A certa altura, os cerca de 1500 adeptos até tiraram as camisolas e dispuseram-se, em tronco nu, pela sua bancada a gritar qualquer coisa em polaco.

O Śląsk Wrocław está, neste momento, na 6ª posição da 1ª liga polaca e venceu, este ano, o Wisla Krakow, que é o actual campeão e até foi à Europa jogar umas partidas. Mas ontem não estiveram mesmo nos seus dias, quer-me parecer, e só não perderam o encontro, porque num último desespero lá conseguiram encontrar o "golito" que os salvou. Quando o adversário marcou o 0-1, o público começou a gritar "Putaés!" (isto em sonância portuguesa) e eu pensei, por momentos que se tratava de um grito da mais pura ordinarice, mas depois virei-me para trás e tentei ler nos lábios de um fã, o que dizia: "Frutaés!", aí percebi que o futebol polaco sofre dos mesmos vícios que o português, mas mais à frente repetiram o grito e aí pude concluir que era qualquer coisa como "curaés" que ainda não consegui perceber o que significa.
De resto, tudo na mesma por estas bandas... hoje é dia de atirar água à cara das pessoas (tradição pascoal polaca).
Uma boa Páscoa para todos e até à próxima novidade!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Será verdade...?

Os polacos já haviam falado das temperaturas e do tempo aqui na Polónia quando chegasse o Verão. Lembro-me que, antes de termos cá neve, nos disseram que "aqui neva muito, vão se fartar da neve" e etc, mas nunca mais nevava até que subitamente caiu o primeiro nevão e a partir daí foi o que se viu... Será que o mesmo acontece para os tempos mais quentes? É que estamos com umas duas semanas de dias encobertos e o sol parece tosco, mas ao ver a meteorologia para Wroclaw desta semana, deparei-me com esta alegre situação! Será verdade? Ou os meteorologistas polacos ficaram malucos? É que nós já nos habituamos ao "calor" de 5 graus e com as temperaturas previstas, bem... lá vamos ter de comprar protector solar, bonés, calções, sandálias, óculos de sol...! :)

quarta-feira, 25 de março de 2009

Vai... mas volta!


Deixa-nos sim, mas só se for para ir ali e para voltar amanhã com o mesmo sorriso!
Já temos saudades...

Tuba


A minha tartaruga polaca!

domingo, 8 de março de 2009

Eurotrip

Desta vez decidi ser diferente! Como é óbvio, em tantos dias de viagem, escrever o que quer que fosse aqui, nunca iria conseguir escrever tudo! Então decidi fazer estas compilações, para que possam ver pelos vossos olhos o que nós vivemos naqueles dias!

Praga (Rep. Checa)


Viena (Áustria)


Bratislava (Eslováquia)


Budapeste (Hungria)


Kosice (Eslováquia)


Foram dias fantásticos... não pus nada aqui de Zakopane porque já disse tudo sobre esta maravilha na Terra. Além disso, só passámos por lá, a muito custo por causa da neve!
Uma outra coisa, desta vez, sem estar relacionada com a viagem: decidi não pôr mais aniversários e por uma simples razão. Tenho medo de me esquecer de alguém, de não dar o devido valor ao dia e estar aqui a palavra "Parabéns" não quer dizer obrigatoriamente que gostemos mais dela. Quem é meu amigo sabe perfeitamente que, pelo menos naquele dia, eu estou "perto" dessa pessoa, quer escreva ou não um tópico sobre essa data neste blog.

Até à próxima novidade...

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Wir gingen nach Berlin

Wir gingen nach Berlin ou em bom português: Nós fomos a Berlim! Na realidade a maior parte da Arka já tinha ido à capital germânica há uns tempos, somente alguns "tugas" que tiveram outros planos na altura, deixaram para depois tão aguardada visita! Eu, a Sílvia, a "Gabi" e o Hilário (vão deixar saudades, vocês os dois) juntámo-nos num carro alugado e partimos em direcção de mais uma aventura por terras estrangeiras.

Eu vou ser honesto... na altura em que cerca de 2 dezenas e meia de pessoas aqui na residência foram a Berlim, eu optei por não ir... por duas razões: primeiro porque achei uma viagem demasiado cara para uma tão curta distância e também porque pensei que não ia gostar da cidade, que outrora foi a capital do Império Alemão de Hitler e pensei que isso poderia se reflectir na cidade de forma negativa. Estou a viver num país que foi brutalmente devastado na segunda guerra mundial e partilho com este povo um sentimento de profunda reprovação perante a história e os responsáveis. Lembro-me de dizer uma vez: "eu se nascesse alemão, acho que tinha vergonha do meu povo". Hoje sinto-me imensamente imbecil perante tal frase e vou contar-vos porquê!
De volta à viagem... chegámos tardito, pois o senhor do aluguer do carro trocou-nos as voltas com o GPS e lá tivemos nós de nos servir de mapas para chegarmos ao destino. O dia já estava quase no fim e a noite a impor-se quando "aterramos" e por isso decidimos procurar um "i" ou, para os que ainda não sabem o que isso é, um "tourism point" (ponto de turismo). Encontrámos, depois de muito procurar, num centro comercial, onde nos deram mapas da cidade e nos aconselharam a visitar certos pontos, depois de saborearmos as originais Bolas de Berlim.
Decidimos
pôr as coisas no nosso Hostel que, em Berlim, parece ser o ponto de encontro de toda a gente estudante em Erasmus ou simplesmente gente estudantil que viaja para estas bandas: Generator! Devo dizer que o dito cujo é a todos os níveis fabuloso! Comemos um pequeno-almoço de rei, dormimos como príncipes e ainda deu para ficar a conhecer a existência de "free guides tours" ou seja guias que "mostram" a cidade a estrangeiros (como nós) e que não levam (pelo menos forçadamente) um cêntimo!
No segundo dia de Berlim, acordámos cedinho e seguimos para a Praça Paris, onde se juntaram todos os guias em questão (grátis ou não). Guias em espanhol, guias em francês, em alemão e em inglês! E devo dizer que "apanhámos" um guia impressionante e, se não fosse ele, muito certamente perderíamos imenso, senão quase tudo desta cidade! Um americano, que vivia em Berlim há dois anos e dizia ele "apaixonado pela cidade". E pela emoção que demonstrou em todas as descrições e informações que nos dava, bem que tinha razão! Foi o melhor guia que encontrei até hoje, que me fez ver Berlim e os alemães com outros olhos.
Na Praça Paris encontra-se a Embaixada dos EUA, da França, o Hotel Carlton (12.000 euros por noite na suite presidencial, mas... com direito a pequeno almoço), um banco com arquitectura "psicadélica" e as Portas de Berlim que aparecem nas moedas do Euro. Vimos o Parlamento, onde à noite subimos para ver a vista, o Memorial às vítimas da Tirania, o Memorial ao Holocausto, o Memorial aos Livros Queimados, a Torre da Antena (que é impossível não ver ao chegar a Berlim), o Check-Point Charlie, a Catedral, etc. Vimos tanta coisa e detivemos tanta informação que este blog não chegaria para contar tudo... e claro, o Muro de Berlim.
As Portas de Berlim têm no seu cimo cavalos conduzidos pela Deusa Victoria. Situa-se na Praça Paris, mas nem sempre esta praça se chamou assim... outrora, esta estátua foi roubada aos alemães pelos franceses (creio que pelo Napoleão) e anos mais tarde, os "donos legítimos" recuperaram-na e instalaram-na sobre a Praça que hoje se chama Paris, para que todo o mundo possa testemunhar a "Vitória sobre Paris"!
O Memorial às Vítimas da Tirania e da Guerra foi inicialmente chamado de Memorial às vítimas do Comunismo. Quando este se tornou parte do território comunista alemão, em meados de 1949, passou a chamar-se Memorial às vítimas do Fascismo. Mais tarde, após a reunificação da Alemanha, passou a chamar-se e, esperemos para sempre, Memorial às Vítimas da Tirania e da Guerra.
O Memorial ao Holocausto foi para mim uma surpresa. Podem haver pessoas que não entendam esta forma de arte, mas eu achei-a maravilhosa. Por muitas coisas... este Memorial está bem no centro da cidade, propositadamente junto aos grandes edifícios empresariais alemães, o que significa, que milhões de pessoas observam-no todos os dias... para que "ninguém se esqueça" do que ele significa.
O Memorial aos Livros Queimados estava sob a Week Fashion Show (desfile de moda) de Berlim, o que impossibilitava que os turistas pudessem ver o tão desejado monumento. Depois de uma "arrancada" conversa entre o guia e o segurança do evento (que não percebemos nada, pois foi em alemão), demos por nós a entrar por ali dentro e a vermos pessoas muito bem vestidas a comer caviar e a beber champanhe e nós... de gorros, casacos e calças de ganga com um ar inteiramente turista. Este monumento diz respeito aos livros que foram queimados durante a Segunda Guerra pelos Nazis e confere bem o que se perdeu... e o que não volta mais! Uma série de estantes vazias, para mais de 20.000 livros, jaz no seio de Berlim, bem à mostra de todos, não fosse a arte das "passerelles".
O Parlamento é igualmente bonito, vimos pelos tectos envidraçados as cadeiras onde os políticos se sentam para debater e, bem lá de cima, a vista sobre toda a cidade... este
edifício tem a sua história, bastante importante na Política Alemã e no erguer do Hitler ao poder.
O Muro de Berlim, que outrora foi a morte, por dentro e por fora, de tantas pessoas, está agora transformado num monumento à arte e ao espírito interior de todo o mundo. O Muro de Berlim é hoje uma coisa alegre, vistosa e imensamente bonita, algo que simbolizou tanto, também se transformou tanto. A revolta do mundo pelo que se passou há 70 anos é espelhada no cimento da agora "liberdade" e parte bem do fundo dos descendentes que a tornaram possível. É um grito de "basta", é um grito de "nunca mais", de "liberdade", dos alemães, dos estrangeiros, do mundo em geral.
Visitar Berlim, assim como muitos locais, mesmo 70 anos depois, é como viajar ao passado. Antes de partir para esta viagem, não percebia muito bem o que era o povo alemão e, como tal, ingenuamente e devido aos muitos filmes, livros e histórias que
fui sabendo, mergulhava numa ideia tão errada como estúpida de um povo que se mantinha algo estável. Ando a ler o Diário de Anne Frank e uma das passagens que lá existe é "Hitler roubou a identidade da Alemanha". A Alemanha não é Hitler, não é Nazismo, não é sequer política revoltosa, aliás nunca o foi. A Alemanha é um grupo de pessoas "libertas", cada uma diferente, e cada uma especial, aliás como nós próprios, como toda a gente. Hitler era alemão (embora tivesse nascido na Áustria), mas não era a Alemanha e isso, hoje, neste mundo onde há tantas pessoas diferentes, pelo menos numa coisa todos os sãs partilham: a ideia de que todos merecemos ser livres e todos temos direito à vida. E os alemães são os primeiros a gritar por isso!
Viva Berlim!!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Erasmusvision 2009

Queria muito falar sobre este tema, mas acho que o vídeo que aqui deixo fala bem por si!
Como sempre, Portugal não venceu o Festival da Canção (este ano em Wroclaw), mas mostrámos bem o que seis gargantas "tugas" conseguem fazer quando juntas gritam (e não cantam) Para ti Maria!
A vencedora acabou por ser a respresentante da Polónia, numa noite em que foi unânime que os italianos, turcos, espanhóis e portugueses partiram aquilo tudo!
Fica então aqui o vídeo, pedindo desculpa pelos momentos que se seguem...

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E peço desculpa pelos aniversários atrasados... que não estão esquecidos!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Skiing and Snowboarding Trip 2009

Já cá demorava...
Importante: esquiar ou fazer snowboard é claramente e definitivamente algo que se incorpora dentro de nós e nos faz querer muitíssimo perder-nos noutra experiência na neve com algo agarrado aos pés que nos faça voar.

No dia 16 de Janeiro partimos de madrugada para a República Checa, num local chamado Spindlerowy Mlyn (não tentem dizer, acho que até os checos devem ter dificuldades). Depois de 3 horas de viagem chegámos ao local com muita boa disposição. Os que já sabiam esquiar ou fazer snowboard só queriam era ir para a montanha e descer a pista preta (classificação máxima de dificuldade). Ao olhar em redor para as montanhas, só viamos pessoas aos "zig-zags" com os "sticks" de um lado para o outro e a uma velocidade que, até visto de longe, dava para perceber que não era lenta. Eu só me lembro de pensar e de dizer em voz alta: Eu vou morrer hoje!
No primeiro dia soube-nos a todos a muito pouco! A mim principalmente... vou contar a minha história, visto ter pouca informação sobre os outros novatos nestas andanças. A primeira vez que "calcei" os esquis percebi de imediato que eu e o meu novo par de botas com uma língua de 1 metro iamos dar-nos muito mal naquele dia. Não me enganei! O instrutor Adam deu-me umas dicas de como parar, como ganhar velocidade e, no segundo dia, de como virar. Só não me ensinou foi como me levantar depois de cair, o que naquele primeiro dia acabou por ser importante. Ideia do instrutor Adam: descer devagarinho uma das pistas azuis (as mais fáceis) e devagarinho aprender a dominar a arte de esquiar.
O que realmente aconteceu: ganhei velocidade no cimo da montanha e só parei cá em baixo, tentando desviar-me descontroladamente de todas as pessoas que me apareciam à frente e tentando permanecer na pista, porque se acabasse por sair desta, um pinheiro acabaria por me fazer parar, a bem ou a mal e era capaz de ser chato! Cheguei cá abaixo estafado e depois de uma grande explosão de adrenalina, olhei em redor. Miúdos! Putos! Criancinhas de 3 anos, 4 anos, 5 anos... a esquiarem como se fosse a coisa mais natural do mundo! De um lado para o outro, como se estivessem a dançar sobre as suas pernas de 30 centímetros. E não era um, nem dois, nem mesmo cem... era uma "praga"! Como diz o ditado: "de pequenino é que se torce o pepino".
No final do dia fomos todos jogar bowlling. Não vou escrever muito sobre isto, pois fui completamente humilhado aos pontos pelos restantes rapazes Erásmicos que estiveram nesta viagem. Mas foi engraçado... e jogar bowlling é algo que voltarei e voltaremos sempre a repetir!
No segundo dia levantámo-nos cedinho para aproveitar ao máximo as horas de esqui ou snowboard. Fomos para uma outra montanha e de novo uma descida descontrolada acabei por vir parar a meio da pista, onde consegui eventualmente travar num local plano. Passei o resto do dia a aprender a esquiar numa descida de pouco mais de 1% (pelo sim, pelo não) que fiz uma mão cheia de vezes. Via muitas vezes passarem por mim amigos conhecidos e conhecedores dos desportos de neve, via alguns elementos de equipas profissionais a treinarem e via ainda mais vezes miudinhos pequeninos e, no meu ponto de vista da altura, completamente malucos! No final do dia houve aquapark para todos, mas nós preferimos ficar por terra, por motivos económicos e conviver num restaurante barato e abastecermo-nos de proteínas.
No terceiro e último dia, fui para a montanha mais tarde, depois de arrumar as malas e me preparar psicologicamente para cair mais umas vezes e, quem sabe, esquiar descontroladamente mais umas descidas. Mas aí, algo de magnífico aconteceu: dei por mim a andar de um lado para o outro, descida após descida, com as pernas arqueadas, os bastões para trás, e a fazer um itinerário quase perfeito a uma velocidade completamente controlada e imagine-se,somente com uma queda por desconhecimento da pista. Encontrei-me cá em baixo com os restantes novatos e todos eles sentiam como eu algo novo que os faziam, quase sem pensar, esquiar ou fazer snowboard quase tão bem como os outros comuns checos, alemães, polacos, etc. Foi uma sensação incrível de liberdade, de alegria, de fantasia que oscilou os nossos mundos e nos faz imenso querer voltar a uma estância de esqui o mais cedo possível e aproveitar a mínima camada branca de neve sob os nossos novos "sapatos".

sábado, 10 de janeiro de 2009

Na Polonia em sete centimos...


A Ryanair ha muito que entrou nas nossas vidas! Em tempo de Erasmus e um dos endereços obrigatorios em qualquer computador das residencias. Ha cerca de dois meses compramos (eu e o Paulo) a viagem de regresso a Wroclaw... por sete centimos! Porto - Madrid, Madrid - Barcelona, Barcelona - Londres, Londres - Wroclaw, num total de 26 horas, vinte e tres sandes, duas fatias de pao-de-lo e, acima de tudo, muito sono! Custo-nos mais o bilhete do electrico em Wroclaw (cerca de 5 vezes mais) que dos 4 avioes juntos. Gostamos imenso, conseguimos ver Vila Real bem pequenina quando iamos a caminho de Madrid, conhecemos hospedeiras(os) portuguesas(es) em todos os voos e compramos uma raspadinha da Rayanair que infelizmente nao era assim tao vencedora.
Esta manha deu-me para fazer isto la fora, as portas da residencia! Sim, ja estamos ca, para o fim do primeiro e para mais um longo e inesquecivel semestre.

(Lamento pela pontuaçao, mas de momento nao tenho internet e o computador do Paulo e a unica salvaçao aqui no quarto).