Os polacos já haviam falado das temperaturas e do tempo aqui na Polónia quando chegasse o Verão. Lembro-me que, antes de termos cá neve, nos disseram que "aqui neva muito, vão se fartar da neve" e etc, mas nunca mais nevava até que subitamente caiu o primeiro nevão e a partir daí foi o que se viu... Será que o mesmo acontece para os tempos mais quentes? É que estamos com umas duas semanas de dias encobertos e o sol parece tosco, mas ao ver a meteorologia para Wroclaw desta semana, deparei-me com esta alegre situação! Será verdade? Ou os meteorologistas polacos ficaram malucos? É que nós já nos habituamos ao "calor" de 5 graus e com as temperaturas previstas, bem... lá vamos ter de comprar protector solar, bonés, calções, sandálias, óculos de sol...! :)
segunda-feira, 30 de março de 2009
Será verdade...?
Os polacos já haviam falado das temperaturas e do tempo aqui na Polónia quando chegasse o Verão. Lembro-me que, antes de termos cá neve, nos disseram que "aqui neva muito, vão se fartar da neve" e etc, mas nunca mais nevava até que subitamente caiu o primeiro nevão e a partir daí foi o que se viu... Será que o mesmo acontece para os tempos mais quentes? É que estamos com umas duas semanas de dias encobertos e o sol parece tosco, mas ao ver a meteorologia para Wroclaw desta semana, deparei-me com esta alegre situação! Será verdade? Ou os meteorologistas polacos ficaram malucos? É que nós já nos habituamos ao "calor" de 5 graus e com as temperaturas previstas, bem... lá vamos ter de comprar protector solar, bonés, calções, sandálias, óculos de sol...! :)
quarta-feira, 25 de março de 2009
Vai... mas volta!
domingo, 8 de março de 2009
Eurotrip
Desta vez decidi ser diferente! Como é óbvio, em tantos dias de viagem, escrever o que quer que fosse aqui, nunca iria conseguir escrever tudo! Então decidi fazer estas compilações, para que possam ver pelos vossos olhos o que nós vivemos naqueles dias!
Praga (Rep. Checa)
Viena (Áustria)
Bratislava (Eslováquia)
Budapeste (Hungria)
Kosice (Eslováquia)
Foram dias fantásticos... não pus nada aqui de Zakopane porque já disse tudo sobre esta maravilha na Terra. Além disso, só passámos por lá, a muito custo por causa da neve!
Uma outra coisa, desta vez, sem estar relacionada com a viagem: decidi não pôr mais aniversários e por uma simples razão. Tenho medo de me esquecer de alguém, de não dar o devido valor ao dia e estar aqui a palavra "Parabéns" não quer dizer obrigatoriamente que gostemos mais dela. Quem é meu amigo sabe perfeitamente que, pelo menos naquele dia, eu estou "perto" dessa pessoa, quer escreva ou não um tópico sobre essa data neste blog.
Até à próxima novidade...
Praga (Rep. Checa)
Viena (Áustria)
Bratislava (Eslováquia)
Budapeste (Hungria)
Kosice (Eslováquia)
Foram dias fantásticos... não pus nada aqui de Zakopane porque já disse tudo sobre esta maravilha na Terra. Além disso, só passámos por lá, a muito custo por causa da neve!
Uma outra coisa, desta vez, sem estar relacionada com a viagem: decidi não pôr mais aniversários e por uma simples razão. Tenho medo de me esquecer de alguém, de não dar o devido valor ao dia e estar aqui a palavra "Parabéns" não quer dizer obrigatoriamente que gostemos mais dela. Quem é meu amigo sabe perfeitamente que, pelo menos naquele dia, eu estou "perto" dessa pessoa, quer escreva ou não um tópico sobre essa data neste blog.
Até à próxima novidade...
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Wir gingen nach Berlin
Eu vou ser honesto... na altura em que cerca de 2 dezenas e meia de pessoas aqui na residência foram a Berlim, eu optei por não ir... por duas razões: primeiro porque achei uma viagem demasiado cara para uma tão curta distância e também porque pensei que não ia gostar da cidade, que outrora foi a capital do Império Alemão de Hitler e pensei que isso poderia se reflectir na cidade de forma negativa. Estou a viver num país que foi brutalmente devastado na segunda guerra mundial e partilho com este povo um sentimento de profunda reprovação perante a história e os responsáveis. Lembro-me de dizer uma vez: "eu se nascesse alemão, acho que tinha vergonha do meu povo". Hoje sinto-me imensamente imbecil perante tal frase e vou contar-vos porquê!
pôr as coisas no nosso Hostel que, em Berlim, parece ser o ponto de encontro de toda a gente estudante em Erasmus ou simplesmente gente estudantil que viaja para estas bandas: Generator! Devo dizer que o dito cujo é a todos os níveis fabuloso! Comemos um pequeno-almoço de rei, dormimos como príncipes e ainda deu para ficar a conhecer a existência de "free guides tours" ou seja guias que "mostram" a cidade a estrangeiros (como nós) e que não levam (pelo menos forçadamente) um cêntimo!
O Memorial ao Holocausto foi para mim uma surpresa. Podem haver pessoas que não entendam esta forma de arte, mas eu achei-a maravilhosa. Por muitas coisas... este Memorial está bem no centro da cidade, propositadamente junto aos grandes edifícios empresariais alemães, o que significa, que milhões de pessoas observam-no todos os dias... para que "ninguém se esqueça" do que ele significa.
edifício tem a sua história, bastante importante na Política Alemã e no erguer do Hitler ao poder.
O Muro de Berlim, que outrora foi a morte, por dentro e por fora, de tantas pessoas, está agora transformado num monumento à arte e ao espírito interior de todo o mundo.
O Muro de Berlim é hoje uma coisa alegre, vistosa e imensamente bonita, algo que simbolizou tanto, também se transformou tanto. A revolta do mundo pelo que se passou há 70 anos é espelhada no cimento da agora "liberdade" e parte bem do fundo dos descendentes que a tornaram possível. É um grito de "basta", é um grito de "nunca mais", de "liberdade", dos alemães, dos estrangeiros, do mundo em geral.Visitar Berlim, assim como muitos locais, mesmo 70 anos depois, é como viajar ao passado. Antes de partir para esta viagem, não percebia muito bem o que era o povo alemão e, como tal, ingenuamente e devido aos muitos filmes, livros e histórias que
fui sabendo, mergulhava numa ideia tão errada como estúpida de um povo que se mantinha algo estável. Ando a ler o Diário de Anne Frank e uma das passagens que lá existe é "Hitler roubou a identidade da Alemanha". A Alemanha não é Hitler, não é Nazismo, não é sequer política revoltosa, aliás nunca o foi. A Alemanha é um grupo de pessoas
Viva Berlim!!
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Erasmusvision 2009
Queria muito falar sobre este tema, mas acho que o vídeo que aqui deixo fala bem por si!
Como sempre, Portugal não venceu o Festival da Canção (este ano em Wroclaw), mas mostrámos bem o que seis gargantas "tugas" conseguem fazer quando juntas gritam (e não cantam) Para ti Maria!
A vencedora acabou por ser a respresentante da Polónia, numa noite em que foi unânime que os italianos, turcos, espanhóis e portugueses partiram aquilo tudo!
Fica então aqui o vídeo, pedindo desculpa pelos momentos que se seguem...
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E peço desculpa pelos aniversários atrasados... que não estão esquecidos!
Como sempre, Portugal não venceu o Festival da Canção (este ano em Wroclaw), mas mostrámos bem o que seis gargantas "tugas" conseguem fazer quando juntas gritam (e não cantam) Para ti Maria!
A vencedora acabou por ser a respresentante da Polónia, numa noite em que foi unânime que os italianos, turcos, espanhóis e portugueses partiram aquilo tudo!
Fica então aqui o vídeo, pedindo desculpa pelos momentos que se seguem...
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E peço desculpa pelos aniversários atrasados... que não estão esquecidos!
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Skiing and Snowboarding Trip 2009
Já cá demorava...
Importante: esquiar ou fazer snowboard é claramente e definitivamente algo que se incorpora dentro de nós e nos faz querer muitíssimo perder-nos noutra experiência na neve com algo agarrado aos pés que nos faça voar.
No dia 16 de Janeiro partimos de madrugada para a República Checa, num local chamado Spindlerowy Mlyn (não tentem dizer, acho que até os checos devem ter dificuldades). Depois de 3 horas de viagem chegámos ao local com muita boa disposição. Os que já sabiam esquiar ou fazer snowboard só queriam era ir para a montanha e descer a pista preta (classificação máxima de dificuldade). Ao olhar em redor para as montanhas, só viamos pessoas aos "zig-zags" com os "sticks" de um lado para o outro e a uma velocidade que, até visto de longe, dava para perceber que não era lenta. Eu só me lembro de pensar e de dizer em voz alta: Eu vou morrer hoje!
No primeiro dia soube-nos a todos a muito pouco! A mim principalmente... vou contar a minha história, visto ter pouca informação sobre os outros novatos nestas andanças. A primeira vez que "calcei" os esquis percebi de imediato que eu e o meu novo par de botas com uma língua de 1 metro iamos dar-nos muito mal naquele dia. Não me enganei! O instrutor Adam deu-me umas dicas de como parar, como ganhar velocidade e, no segundo dia, de como virar. Só não me ensinou foi como me levantar depois de cair, o que naquele primeiro dia acabou por ser importante. Ideia do instrutor Adam: descer devagarinho uma das pistas azuis (as mais fáceis) e devagarinho aprender a dominar a arte de esquiar. 
O que realmente aconteceu: ganhei velocidade no cimo da montanha e só parei cá em baixo, tentando desviar-me descontroladamente de todas as pessoas que me apareciam à frente e tentando permanecer na pista, porque se acabasse por sair desta, um pinheiro acabaria por me fazer parar, a bem ou a mal e era capaz de ser chato! Cheguei cá abaixo estafado e depois de uma grande explosão de adrenalina, olhei em redor. Miúdos! Putos! Criancinhas de 3 anos, 4 anos, 5 anos... a esquiarem como se fosse a coisa mais natural do mundo! De um lado para o outro, como se estivessem a dançar sobre as suas pernas de 30 centímetros. E não era um, nem dois, nem mesmo cem... era uma "praga"! Como diz o ditado: "de pequenino é que se torce o pepino".
No final do dia fomos todos jogar bowlling. Não vou escrever muito sobre isto, pois fui completamente humilhado aos pontos pelos restantes rapazes Erásmicos que estiveram nesta viagem. Mas foi engraçado... e jogar bowlling é algo que voltarei e voltaremos sempre a repetir!
No segundo dia levantámo-nos cedinho para aproveitar ao máximo as horas de esqui ou snowboard. Fomos para uma outra montanha e de novo uma descida descontrolada acabei por vir parar a meio da pista, onde consegui eventualmente travar num local plano. Passei o resto do dia a aprender a esquiar numa descida de pouco mais de 1% (pelo sim, pelo não) que fiz uma mão cheia de vezes. Via muitas vezes passarem por mim amigos conhecidos e conhecedores dos desportos de neve, via alguns elementos de equipas profissionais a treinarem e via ainda mais vezes miudinhos pequeninos e, no meu ponto de vista da altura, completamente malucos! No final do dia houve aquapark para todos, mas nós preferimos ficar por terra, por motivos económicos e conviver num restaurante barato e abastecermo-nos de proteínas.
No terceiro e último dia, fui para a montanha mais tarde, depois de arrumar as malas e me preparar psicologicamente para cair mais umas vezes e, quem sabe, esquiar descontroladamente mais umas descidas. Mas aí, algo de magnífico aconteceu: dei por mim a andar de um lado para o outro, descida após descida, com as pernas arqueadas, os bastões para trás, e a fazer um itinerário quase perfeito a uma velocidade completamente controlada e imagine-se,somente com uma queda por desconhecimento da pista. Encontrei-me cá em baixo com os restantes novatos e todos eles
sentiam como eu algo novo que os faziam, quase sem pensar, esquiar ou fazer snowboard quase tão bem como os outros comuns checos, alemães, polacos, etc. Foi uma sensação incrível de liberdade, de alegria, de fantasia que oscilou os nossos mundos e nos faz imenso querer voltar a uma estância de esqui o mais cedo possível e aproveitar a mínima camada branca de neve sob os nossos novos "sapatos".
Importante: esquiar ou fazer snowboard é claramente e definitivamente algo que se incorpora dentro de nós e nos faz querer muitíssimo perder-nos noutra experiência na neve com algo agarrado aos pés que nos faça voar.
O que realmente aconteceu: ganhei velocidade no cimo da montanha e só parei cá em baixo, tentando desviar-me descontroladamente de todas as pessoas que me apareciam à frente e tentando permanecer na pista, porque se acabasse por sair desta, um pinheiro acabaria por me fazer parar, a bem ou a mal e era capaz de ser chato! Cheguei cá abaixo estafado e depois de uma grande explosão de adrenalina, olhei em redor. Miúdos! Putos! Criancinhas de 3 anos, 4 anos, 5 anos... a esquiarem como se fosse a coisa mais natural do mundo! De um lado para o outro, como se estivessem a dançar sobre as suas pernas de 30 centímetros. E não era um, nem dois, nem mesmo cem... era uma "praga"! Como diz o ditado: "de pequenino é que se torce o pepino".
No segundo dia levantámo-nos cedinho para aproveitar ao máximo as horas de esqui ou snowboard. Fomos para uma outra montanha e de novo uma descida descontrolada acabei por vir parar a meio da pista, onde consegui eventualmente travar num local plano. Passei o resto do dia a aprender a esquiar numa descida de pouco mais de 1% (pelo sim, pelo não) que fiz uma mão cheia de vezes. Via muitas vezes passarem por mim amigos conhecidos e conhecedores dos desportos de neve, via alguns elementos de equipas profissionais a treinarem e via ainda mais vezes miudinhos pequeninos e, no meu ponto de vista da altura, completamente malucos! No final do dia houve aquapark para todos, mas nós preferimos ficar por terra, por motivos económicos e conviver num restaurante barato e abastecermo-nos de proteínas.
sábado, 10 de janeiro de 2009
Na Polonia em sete centimos...
A Ryanair ha muito que entrou nas nossas vidas! Em tempo de Erasmus e um dos endereços obrigatorios em qualquer computador das residencias. Ha cerca de dois meses compramos (eu e o Paulo) a viagem de regresso a Wroclaw... por sete centimos! Porto - Madrid, Madrid - Barcelona, Barcelona - Londres, Londres - Wroclaw, num total de 26 horas, vinte e tres sandes, duas fatias de pao-de-lo e, acima de tudo, muito sono! Custo-nos mais o bilhete do electrico em Wroclaw (cerca de 5 vezes mais) que dos 4 avioes juntos. Gostamos imenso, conseguimos ver Vila Real bem pequenina quando iamos a caminho de Madrid, conhecemos hospedeiras(os) portuguesas(es) em todos os voos e compramos uma raspadinha da Rayanair que infelizmente nao era assim tao vencedora.
Esta manha deu-me para fazer isto la fora, as portas da residencia! Sim, ja estamos ca, para o fim do primeiro e para mais um longo e inesquecivel semestre.
(Lamento pela pontuaçao, mas de momento nao tenho internet e o computador do Paulo e a unica salvaçao aqui no quarto).
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Lição de Vida
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